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Nova Russas: porque Jamil foi exonerado do SAAE

Jamil Almeida Pinto informou em sua rede social Facebook que o prefeito Rafael Pedrosa e o pai do gestor, Washington Pedrosa, secretário de Finanças, lhe chamaram para uma conversa na residência do chefe do executivo e anunciaram sua exoneração do cargo de Superintendente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Nova Russas (SAAE).

Jamil e Washington sempre foram amigos inseparáveis. Sempre estiveram juntos em batalhas políticas. No governo da ex-prefeita Iranede Veras formaram a dupla dinâmica da secretaria de Obras. Quando não estavam juntos durante o dia, se reuniam à noite na varanda da casa de Washington. As conversas iam até altas horas da noite, sempre regadas a queijo, café e articulação política.

No governo do ex-prefeito Gonçalo Diogo, já no último ano de administração, Jamil foi convidado para fazer parte da gestão como assessor especial. Logo que Rafael Pedrosa registou a chapa, Jamil mais uma vez preferiu ficar do lado do amigo Washington Pedrosa.

Com a eleição de Rafael, Jamil assumiu de imediato a Chefia de Gabinete da prefeitura. Mas pouco tempo depois foi convocado para comandar o SAAE, autarquia que se encontrava em dificuldades financeiras. Na época, a situação era tão grave que ninguém queria aceitar a chefia do órgão. Somente um grande amigo e alguém que tivesse prestígio com o gestor poderia correr o risco para tentar salvar a situação.

Jamil não só assumiu o SAAE como fez uma proeza, conseguiu tirar a autarquia do vermelho e deixou o órgão superavitário. Muito embora, tenha sacrificado o bolso da população mais carente.

Quando tudo parecia transcorrer em perfeita harmonia, veio a fatídica frase: “Jamil à sua situação no governo é insustentável,” disse o prefeito Rafael com o pai ao lado.

Jamil usava seu prestigio junto ao amigo Washington Pedrosa para sustentar suas posições mais radicais. Tudo vinha funcionando normalmente até o dia em que ele resolveu aplicar a lei. Comenta-se na cidade que ele teria mandado cortar a água de vereadores que estavam em atraso. Ainda existe indícios que por ocasião da eleição da Mesa Diretora da Câmara, parlamentares teriam formado uma aliança para exigir sua saída.

Com um governo fraco popularmente e refém dos vereadores, Washington Pedrosa não aguentou a pressão e ficou sem condições de sustentar o amigo no cargo. Outras tempestades da mesma natureza já haviam ocorrido no governo, mas Jamil sempre sobrevivia.

Jamil acredita que os vereadores que exigiram sua saída também queriam o seu lugar. Contudo, ele precisa vir a público para mostrar a verdade. Quem exigiu sua saída? Quem foram os vereadores que tiveram suas contas de água cortadas? Quais pedidos ele deixou de atender que geraram insatisfação política? Por que sua situação ficou insustentável no governo? Jamil não tem escolha. Ou esclarece, ou vai ficar como um executivo competente que anda contando inverdades e usando um discurso demagógico para justificar a perda do cargo.

Na reunião com os servidores, Jamil mostrou o extrato do SAAE com aproximadamente R$ 200 mil em caixa. Isso desperta o interesse de muita gente que sonha em administrar esses recursos. O fator financeiro, talvez seja o grande motivo que justifique a saída de Jamil, o resto é contrapeso.

O SAAE virou território de disputa de Poder. Washington pode querer assumir o comando de forma indireta para não valorizar a ação dos algozes do amigo e, ao mesmo tempo, fazer aquela velha ginástica política para manter todo mundo no controle. Ou também pode assinar o atestado de fraqueza e entregar o órgão nas mãos de quem exigiu a saída do chefe da autarquia.

O execício do poder tem suas hipocrisias. E faz suas vítimas. Se a amizade entre Jamil e Washington ainda vai permanecer, só o tempo dirá, mas, uma coisa é certa, a política sempre revela suas ingratidões.

 

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