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Moro: “não é projeto de poder, é fazer a coisa certa”

O juiz federal sérgio Moro afirmou nesta terça-feira (06/11), que assumir o superministério da Justiça ‘não é um projeto de poder, é um projeto de tentar fazer a coisa certa’. 

“A ideia aqui não é um projeto de poder, mas sim um projeto de fazer a coisa certa num nível mais elevado, em uma posição que se possa realmente fazer a diferença e se afastar de vez a sombra desses retrocessos”, afirmou Moro, em entrevista concedida na sede da Justiça Federal do Paraná.

“O objetivo é no governo federal realizar o que não foi feito, com todo respeito, nos últimos anos e buscar implantar uma forte agenda anticorrupção e aqui eu agregaria, porque é uma ameaça nacional, uma forte agenda também anticrime organizado.”

Mais de 60 jornalistas de cerca de 30 órgãos de comunicação, entre TVs, rádios, jornais, revistas e agências de notícias nacionais e internacionais, estiveram presentes na coletiva organizada no auditório da Justiça Federal. Moro respondeu a perguntas divididas entre os inscritos por ordem de chegada. Sob forte esquema de segurança da Polícia Federal, com policiais caracterizados e à paisana, a coletiva durou cerca de uma hora.

Em relação aos comentários de que o ministério seria uma espécie de prêmio para Moro por ter condenado o ex-presidente Lula, o magistrado foi categórico: “isto não tem o menor cabimento, embora tenha ‘proferido a primeira decisão, essa decisão condenatória já foi confirmada pela Corte de Apelação, ou seja, por um painel de outros 3 juízes”.

Moro também ressaltou “na operação Lava Jato, políticos não só do Partido dos Trabalhadores, mas políticos de outros partidos que também receberam valores nesse esquema criminoso que representou uma verdadeira captura da Petrobrás, prejuízos estimados apenas com custo direto de propina são da ordem de R$ 6 bilhões, políticos de vários espectros, partidários foram condenados do Partido Progressista, do PMDB”, disse.

O futuro superministro da Justiça disse que pretende criar forças-tarefa ao estilo da Lava Jato para combater o crime organizado em todo o País. O magistrado afirmou que pretende ‘avançar na pauta do enfrentamento não apenas à corrupção como ao crime organizado’.

 

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