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General Mourão e a oportunidade de ficar calado

O vice-presidente, general Hamilton Mourão perdeu uma boa oportunidade de ficar calado, quando culpou o governador Camilo Santana sobre a onda de ataques coordenados por facções criminosas no Estado.

Mourão disse a revista Crusoé que a culpa é de Camilo Santana que sempre tratou mal a PM  e deu férias a pelo menos 40% da Polícia Militar neste momento. Segundo o vice-presidente, essa é uma tática do PT de jogar o problema nas mãos do governo Federal.

Somente um profundo desconhecedor do problema da violência crescente no Estado e no País pode dizer tamanha aberração.

Camilo tem se esforçado, mas, seus esforços parecem se perder no tempo. Tudo por conta de longos períodos de abandono da Segurança Pública como política prioritária no País. Segurança Pública nunca foi prioridade de nenhum governo, somente Bolsonaro resolveu colocar o dedo na ferida, razão pela qual chegou a Presidência da República.

Durante a crise na Segurança Pública do Estado, veio de Moro a fala mais sensata, “o crime organizado não tem como vencer o poder público organizado”. É essa postura que se espera de uma autoridade quando o caos se estabelece. Moro em momento algum se apequenou, trazendo a tona questões políticas, para tirar proveito da situação da crise de violência que vivencia o Ceará.

Qualquer autoridade que queira se aproveitar neste momento de crise não estará agindo com altivez, estará apenas revelando o lado mesquinho de quem sobrevive com a desgraça alheia.

O problema da Segurança Pública do Ceará e do Brasil, não pode ser jogado nos braços de um único governo, mas de todos os governos, que ao longo dos anos negligenciaram políticas públicas capazes de combater o avanço da escola da criminalidade.

O primeiro passo é resolver a crise, depois se constrói uma solução a longo prazo.

E o mais importante, que prevaleça a mensagem de Moro e que o general continue subalterno as ordens de um capitão, porque na democracia, a maior autoridade, ainda é aquela que recebe os votos do povo.

(Reginaldo Silva, Ceará Notícias)

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