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Alckmin está sob pressão, pré-candidato não consegue decolar

Em pesquisa divulgada neste domingo, 15, pelo Datafolha, o ex-governador aparece, no melhor dos nove cenários avaliados, com 8% das intenções de voto, atrás de seus principais adversários. Ele vê Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT) herdarem votos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (condenado e preso na Lava Jato) e o crescimento da preferência pelo nome de Joaquim Barbosa – o ex-ministro do STF se filiou ao PSB para concorrer ao Planalto.

O Datafolha mostrou ainda que, nesta largada da campanha ao Palácio do Planalto, o tucano deixa o governo com aprovação de 36% do eleitorado paulista, índice inferior aos 55% de José Serra em 2010 e aos 66% de popularidade que o próprio Alckmin registrou em 2006. Em nota, o tucano diz que neste momento “candidaturas seguras se misturam a meras possibilidades”.

A situação em São Paulo, aliás, é outra fonte de preocupação para Alckmin. A insistência do ex-prefeito João Doria em se lançar candidato ao governo mesmo sem a chancela de Alckmin, que sempre defendeu palanque único e chegou a sinalizar apoio a seu vice, o atual governador Márcio França (PSB), divide ainda mais o partido e levanta desconfianças sobre a real intenção do ex-prefeito de renunciar ao cargo com apenas 15 meses de mandato à frente da Prefeitura.

Aliados de Alckmin avaliam que Doria não desistiu de disputar a Presidência e que o resultado das próximas pesquisas podem detonar um movimento de pressão por parte dele. A isso se soma a possibilidade cada vez mais real de Barbosa se candidatar e passar a ocupar o palanque eletrônico de França – este sim classificado como aliado leal.

No xadrez eleitoral de Alckmin, há ainda outras peças a tirar da frente, talvez a principal delas seja estancar o crescimento do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) em São Paulo. Em campanha desde o ano passado, o parlamentar tem feito uma espécie de dobradinha com Doria, ao menos no discurso antipetista, posição que Alckmin resiste em assumir./AE

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