Eleições 2014: A indefinição no Ceará

reginaldo silva

(Por Reginaldo Silva) Pela primeira vez na história dos últimos 20 anos um Ferreira Gomes não está disputando diretamente um cargo eletivo. Esse é um fato que torna o quadro de indefinições ainda maior para escolha do novo Governador do Ceará. É bem verdade que o quadro da política estadual depende muito do desenho do cenário nacional. Além da importância política dos Ferreira Gomes, o Ceará torna-se ponto estratégico e fundamental na região Nordeste. Outro ponto que define a importância do Estado nesse quadro de indefinições é a posição partidária. Cid e Ciro são do PSB, partido que ensaia uma pretensa candidatura a Presidência da  República com Eduardo Campos.

Na última pesquisa do Ibope, Dilma deu sinais de recuperação da sua popularidade. Distante das figuras políticas que tornaram-se alvos centrais das manifestações, ela começa a recuperar um pouco do muito que perdeu. A recuperação é tímida é bem verdade, mas, é um sinal de recuperação. Partindo dessa premissa,  que Dilma terá que ter palanques fortes em todos os estados da federação, no Ceará, ela poderá ter um ou até dois palanques. Uma ala do PT cearense defende a manutenção da aliança com Cid Gomes, enquanto outra condena. Até aí, nada de anormal, porque estamos apenas no campo das conjecturas, na prática a situação é bem mais complexa, Cid e Luiziane no mesmo palanque depois do arranca rabo da eleição municipal do ano passado, todos estão pagando para ver.

Eunício Oliveira PMDB, sabe que chegou sua vez, é agora ou nunca. Saindo candidato a Governador aumenta a dificuldade de um Palanque unificado para Dilma no Ceará. Nesse cenário teríamos uma divisão de forças e outras dúvidas. PT partiria com PMDB contra os Ferreira Gomes e lançaria um nome para o Senado? Quem seria esse possível nome, Guimarães ou Luiziane? Inácio nesse caso ficaria em que coligação? Sem falar que Tasso Jereissate (PSDB) está mais vivo do que nunca. Ele tanto pode ser candidato a governador como a senador. E agora ele volta mais forte devido a uma crise de arrependimento do eleitorado cearense por não tê-lo reconduzido ao Congresso Nacional na eleição passada. A outra indefinição fica por conta do candidato de Cid Gomes: Mauro Filho, Leônidas Cristino ou Roberto Claudio via “Acordão”. Todas as possibilidades devem ser consideradas e no campo das probabilidades tudo é possível, inclusive manter um palanque unificado com PT, PMDB e PSB.

Os Ferreira Gomes tem duas grandes preocupações: escolher um nome de confiança e a altura de Cid que fez um grande trabalho a frente do Governo do Estado, sobretudo levando muitas obras para o interior. E manter uma forte aliança para Dilma no Ceará, esses dois pontos são fundamentais para sobrevivência política do grupo. Mas, existe um outro agravante para os Irmãos Gomes. Evitar a união de forças anti-Ferreira Gomes que pode ser consolidada num eventual segundo turno. Mesmo tendo o Governo do Estado, a Prefeitura de Fortaleza e a Presidência da Assembleia, se Eunício, Tasso e Luiziane se unirem num mesmo palanque teremos uma páreo disputado cabeça a cabeça.

 

 

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